Aeroporto industrial deve atrair aportes

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Após dois anos de sua inauguração, enfim o Aeroporto Industrial de Belo Horizonte retorna à pauta do governo do Estado e da BH Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), localizado em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Ontem foi assinado o protocolo de intenções para a exploração do terminal. O instrumento permitirá à concessionária a definir o melhor modelo de exploração e atrair investimentos para o empreendimento.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), o aeroporto industrial permitirá que as empresas instaladas no entreposto trabalhem em uma zona de suspensão tributária, sob regime de entreposto aduaneiro especial, semelhante às zonas de livre comércio. O projeto-piloto, no AITN, é inédito no Brasil e funcionará como um recinto alfandegário, abrigando atividades industriais de empresas que utilizem intensamente o modal aéreo.

Conforme publicado na época da inauguração, o empreendimento possui cerca de 8 mil metros quadrados de área construída, dos quais 4.456 metros quadrados se referem ao entreposto e 3.619 metros quadrados de área de manobra. O espaço será destinado à Receita Federal, ao administrador do aeroporto e possui ainda um depósito de insumos na entrada e saída, bem como área de apoio para as empresas que ali atuarão. O governo também preparou a infraestrutura de uma área de 46 mil metros quadrados, onde serão operados nove lotes, que poderão ser ocupados por até nove empresas.

“O protocolo permite que a concessionária passe a operar o equipamento, atraindo empresas que se adequem às condições oferecidas e aproveitem a maior rapidez e acessibilidade que existem em um aeroporto industrial”, explica o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso.

Já o diretor-presidente da BH Airport, Paulo Rangel, destaca o interesse na atração de indústrias de alta tecnologia, principalmente dos setores de eletrônicos e de ciências da vida (biotecnologia, farmacêuticos e equipamentos médicos). “O desenvolvimento do aeroporto industrial faz parte da estratégia da BH Airport”, ressalta.

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