China e suas Indústrias Químicas (produtos perigosos)

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A evolução do gigante asiático não está saindo barato para muitas indústrias chinesas, principalmente as do setor de químicos onde envolvem produtos perigosos.

Com o crescimento econômico da China, e o País sendo cada vez mais visto e observado pelo mundo, muitas mudanças estão ocorrendo por aqui. Por um lado a modernização de seus processos de produção, através de um processo cada vez mais robotizado e automático o que gera maior produtividade e a oportunidade na diminuição de custos operacionais, mantendo a competitividade de seus produtos.

Por outro lado, o grande desafio está sendo na tão solicitada adequação da China nas regras mundiais em prol a preservação do meio ambiente, onde o País colou em vigor nesse ano de 2017 uma série de novas regras às quais as industrias que querem manter na ativa devem se enquadrar. Tais regras envolvem desde a proibição da queima de carvão até o que se fazer com os efluentes gerados no processo produtivo. Desde principalmente o ano de 2014 o Governo Chinês ja vinha realizando um trabalho nesse movimento mas foi nesse ano de 2017 que de fato as ações foram implementadas e fiscalizadas.

Agora essas indústrias estão com três possibilidades:

  1. investem para se enquadrarem nas novas regras de processo produtivo;
  2. fazem uma join venture com uma empresa maior e com poder aquisitivo para tal investimento;
  3. encerram suas atividades.

Tal movimento fará com que o mercado se concentre em menos industrias e, consequentemente, haverá um aumento de valores. Isso já está ocorrendo, e por isso esse é um momento critico a muitos importadores brasileiros lidando com a falta do produto pois, as industrias que estão se adaptando muitas delas estão em obras e portanto com a produção completamente parada.

O desafio então das industrias chinesas é desenvolver rapidamente tecnologia para assim conseguirem manter seus produtos competitivos comparando aos demais Países no mundo.

Outro fator para contribuir com a falta desses produtos é a onda de calor que estamos passando por aqui. Alguns dias as temperaturas atingem seus 41 graus com sensações de 53 a 57 graus o que torna o processo produtivo de alto risco.

Ainda a complementar, mais uma questão que envolve o tema foi que muitas dessas industrias não tinham imaginado o seu crescimento tão grande nos últimos anos, o que gerou no momento uma grande proximidade com a vizinhança das cidades e também por isso, estão tendo que investir em novas estruturas para ficarem ilhadas, distantes da sociedade.

A questão que fica agora é: quem está disposto e tem poder para investir mais?

Por Ian Lin e Samara Reis

 

 

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